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Mato Grosso quer ampliar sua produção de leite

22, agosto, 2012

Dentro de dois anos, Mato Grosso quer estar entre os cinco maiores Estados produtores de leite do país. Por ora, ocupa o décimo lugar, com 707,1 milhões de litros anuais, e responde por apenas 2,3% do volume nacional. Para Rui Prado, presidente da Famato, a mudança de posição não será difícil de ocorrer depois que um estudo - "Diagnóstico da Cadeia Produtiva de Leite" - elaborado pelo Imea apontou os principais entraves do segmento. Durante um mês, diversas equipes percorreram os 11 municípios mato-grossenses que concentram o maior volume de produção de leite e entrevistaram 380 produtores, 23 indústrias e dez cooperativas. A conclusão foi que 50 litros diários é a média da maioria das propriedades - 82% delas praticam a ordenha manual - e que os pecuaristas que chegam a entre 100 e 200 litros por dia são responsáveis por 28% da produção do Estado. (Fonte:Selectus 4022, 22/08/2012, Valor Econômico)
A baixa produção pode ser explicada pela alimentação do rebanho, quase exclusivamente à base de pastagens que passam por pouca renovação ou adubação e pela escassa assistência técnica. A avaliação é do professor Sebastião Teixeira Gomes, da Universidade Federal de Viçosa (MG), especialista no assunto e coordenador da equipe. Gomes reforça que a silagem de milho e farelo de soja são fundamentais na dieta animal. Rui Prado reconhece que o fornecimento de uma alimentação mais rica em nutrientes significa aumento no custo de produção, que hoje é de R$ 0,33 por litro, considerado suficiente para o preço de R$ 0,61 por litro pago ao produtor no Estado. Com a expansão planejada pelo segmento, a Associação dos Produtores de Leite em Mato Grosso (Aprosleite-MT) prevê a necessidade de incremento de 32% no preço recebido pelo pecuarista.
Segundo Prado, os laticínios e cooperativas mato-grossenses demonstraram interesse no levantamento, "pois se deram conta do potencial desperdiçado", diz. O estudo do Imea aponta que apenas no ano passado 55% das cooperativas operaram 25% abaixo da sua capacidade (captação de 41,2 mil litros por dia) e 25% das indústrias processaram 221,1 mil litros diários, 11% menos que a capacidade das instalações. Rui Prado informa que a meta inicial é implantar manejo e alimentação adequados nas propriedades, para garantir o sucesso do projeto. "Se Mato Grosso já deu certo com lavouras de soja e milho e com a criação de boi, por que não repetir o mesmo feito com o leite?", indaga.
 

Fonte: Mato Grosso quer ampliar sua produção de leite

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