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Supermercados têm pior ano de alta real nas vendas desde 2006

04, setembro, 2014

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que previa que as vendas dos setor aumentariam 3% neste ano, recalculou a projeção, no fim de agosto, para 1,9%. No Paraná, porém, os supermercadistas mantiveram osplanos de expansão. Como principal argumento, citam a resistência da economia paranaense, que vemcrescendo acima da média nacional. “Acreditamos no crescimento do setor e isso justifica investimentos”, dizCésar Tozetto, presidente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras).
Outro ponto é a concorrência acirrada no setor – a abertura de lojas é estratégica para conquistar espaço nomercado. Há ainda uma terceira explicação, mais pragmática: como as expectativas de vendas do varejo para 2014 ficaram abaixo do previsto, faltou tempo para as empresas refazerem planos. “O varejo expande quandoabre e reforma lojas. É o tipo de investimento vultoso e planejado com antecedência. E qualquer ajuste exigetiming [tempo hábil]”, avalia o especialista em varejo Jorge Inafuco, da PwC.
Por ora, redes paranaenses seguem anunciando investimentos. Na última terça-feira, o grupo Condor abriu umanova unidade em Almirante Tamandaré, na Grande Curitiba, ao custo de R$ 35 milhões – o plano é concluir o anocom três lojas a mais. A Rede Cidade Canção (CSD), de Maringá (Região Noroeste), comprou em junho dezunidades da rede Amigão, do interior de São Paulo. Já o grupo Muffato gastou R$ 30 milhões para reformar seisneste ano e pretende inaugurar outra até dezembro, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais (mais R$ 40milhões).
Outras redes, como Festval, de Cascavel (Oeste do estado), e Tozetto, de Ponta Grossa, também abriram lojasem 2014. Pelo menos duas empresas – Condor e CSD – contaram com financiamentos do Banco Nacional deDesenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Menos assíduo Outro dado da Abras aponta queda no número de vezes em que consumidores vão a supermercados no ano.Entre 2005 e 2010, essa média oscilou entre 14 e 15 vezes. No ano passado, caiu para 13; em 2014, a médiaaté maio aponta 11 idas anuais. Na visão das empresas, essa redução sugere que o consumidor está optandopor compras mais acionais”.“O cliente vai menos vezes e compra mais quando vai. Isso tira um pouco do consumo por indulgência [impulso]”,diz Everton Muffato, da rede de mesmo nome. De fato, o tíquete médio cresceu acima da inflação: a média doano passado foi R$ 20,60; em 2014, de janeiro a maio, está em R$ 25.

Fonte: Selectus 4514, 04/09/2014

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