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País multiplica por quatro venda de lácteos aos árabes

23, setembro, 2014

Exportações brasileiras do setor somaram US$ 72 milhões de janeiro a agosto. Para representanteda indústria, região tem 'altíssimo potencial' de mercado.
São Paulo – As exportações brasileiras de lácteosaos países árabes somaram US$ 72 milhões dejaneiro a agosto, um aumento de quase quatro vezessobre o mesmo período do ano passado. As vendasexternas totais do setor chegaram a US$ 211,4milhões, um crescimento também de quase quatrovezes na mesma comparação. Os dados são doMinistério do Desenvolvimento, Indústria eComércio Exterior (MDIC).
 “O ano está sendo excepcional para os lácteos, poisos países estão começando a sair daquela nuvemnegra da recessão e o consumo começa a mudar”,disse o gerente de promoção e prospecçãointernacional do ramo na Organização dasCooperativas do Brasil (OCB), Bernhard Smid.
Nesse sentido, ele afirmou que as naçõesemergentes, entre elas as árabes, têm “altíssimopotencial” de mercado. “Vemos [o mundo árabe]como grande oportunidade”, acrescentou.
Smid informou que o projeto de divulgação daindústria de lácteos no exterior, uma parceria daOCB com a Agência Brasileira de Promoção deExportações e Investimentos (Apex-Brasil), estápara completar o primeiro ciclo de dois anos, e o enfoque principal foi no mundo árabe. “Numaanálise anterior ficou claro que havia uma demanda reprimida muito grande pelos produtos naregião”, destacou.
Neste período, as duas entidades convidaram importadores da região para vir ao Brasil,organizaram uma missão à Argélia e participaram da Gulfood, feira do ramo de alimentos realizadatodos os anos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde foi lançada a marca institucional B-23/9/2014 Agência de Notícias Brasil-Árabe. 9 (Fonte:  Selectus 4527, anba.com.br, 23/09/2014
Os organizadores do projeto pretendem realizar mais uma rodada de negócios entre exportadoresbrasileiros e importadores estrangeiros ainda este ano, e voltar à Gulfood em 2015. Participam dainiciativa dez empresas privadas, sendo que cinco são cooperativas.
A Argélia é o principal mercado entre os países árabes e o segundo no mundo, atrás apenas daVenezuela. As exportações brasileiras de lácteos para lá somaram US$ 39 milhões de janeiro aagosto, contra zero no mesmo período do ano passado. “A Argélia é um mercado muito diferente,eles [praticamente] não têm gado, então importam leite em pó também para reconstituir e produzirlaticínios localmente”, afirmou Smid.
Os produtos variam de acordo com o destino, enquanto para a Argélia o leite em pó e o leitelho sãoos principais itens enviados, para a Arábia Saudita é o leite condensado, para o Egito, manteiga eleite em pó, e para os Emirados Árabes Unidos, creme de leite e leite condensado.
A Arábia Saudita é o segundo maior mercado do Brasil entre os árabes e o quarto no mundo, oEgito vem logo em seguida nas duas listas, os Emirados estão em quarto entre os árabes e emsétimo globalmente. Este ano o País exportou lácteos também ao Bahrein, Kuwait, Catar, Tunísia, Omã, Iêmen, Líbia e Jordânia.

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