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O mundo continua produzindo mais leite do que o mercado precisa

25, junho, 2015

O mundo continua produzindo mais leite do que o mercado precisa atualmente. Esse desequilíbrio indesejável deve ser substancialmente corrigido no segundo semestre de 2015, diz o Relatório Trimestral do Rabobank. “As sementes de uma eventual recuperação estão sendo plantadas agora, com produção e consumo finalmente percebendo que o mundo tem muito leite e estão respondendo a isso. Mas a recuperação dos preços, no melhor das hipóteses, deverá começar apenas no final de 2015, assegurando um período de dificuldades para muitos produtores mundiais”, disse Tim Hunt, estrategista mundial de lácteos do Rabobank.
 
Detalhes da análise:
 
  • A acentuada volatilidade dos preços do leite no primeiro semestre, quando caíram entre 20-30% em três meses, será revertida no segundo.
     
  • Mesmo parecendo que os fundamentos do mercado não tenham sustentado a volatilidade do primeiro semestre, eles continuarão se deteriorando até o final do ano.
  • Depois da ligeira queda no início do ano, a produção em regiões chaves começaram a crescer, em abril, em decorrência da melhoria do tempo, o fim das quotas lácteas na União Europeia, permitindo os produtores a responderem aos preços relativamente remuneradores em inúmeras regiões.
     
  • Diante da persistente fraqueza do comércio com a China e a Rússia, outros compradores entraram em cena para adquirir esses produtos. Embora os estoques estejam em altos níveis, a demanda começa a mostrar sinais de crescimento.
     
  • O Rabobank prevê deterioração dos fundamentos do mercado, e isto irá atrasar a fase de recuperação dos preços internacionais para o final do quarto trimestre (contrariando expectativas de março).
     
  • Os preços em dólares provavelmente permanecerão fracos no comércio internacional na maior parte do segundo semestre de 2015, com a oferta superando a demanda, enquanto a China faça os ajustes e os compradores reduzam os estoques.
  • A expectativa é de que os preços entrem em uma fase de recuperação no final de 2015/início de 2016, depois de um período de crescimento lento da produção, que coincida com a estabilização das importações da China e melhora na demanda de consumo criado por um período de preços menores aos consumidores e crescimento da renda.
     
  • A taxa de recuperação dos preços será inicialmente prejudicada pela necessidade de acabar com o excesso de estoque, ganhando impulso no segundo semestre de 2016.
Fonte: Selectus 4706, 25/06/2015, Rabobank, tradução livre TerraViva

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