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Castrolanda terá R$ 32,5 milhões do BRDE para ampliar atividade leiteira

25, junho, 2015

A Cooperativa Agropecuária Castrolanda investirá,em parceria com o Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), R$ 32,5 milhões na ampliação da Usina de Beneficiamento de Leite em Castro, nos Campos Gerais. A Castrolanda é cliente antiga
do BRDE. Nos últimos quatro anos, o banco liberou R$ 200 milhões em operações de crédito à cooperativa.
O novo contrato de financiamento com a Castrolanda, de R$32,5 milhões, foi assinado durante visita da diretoria do BRDE e técnicos do banco à unidade de processamento de carnes da cooperativa em Piraí do Sul.
 
“É uma parceria de sucesso de quase 40 anos, motivo de orgulho para o BRDE e todos os paranaenses, diante da extraordinária produção da Castrolanda e de suas instalações
moderníssimas, como a nova unidade de processamento de carnes”, disse o diretoradministrativo do banco, Orlando Pessuti.
 
As principais operações da Castrolanda com o BRDE envolvem financiamento de abatedouros de suínos, indústrias de beneficiamento de leite e de batatas, unidades de recebimento, limpeza e armazenagem de grãos e insumos.
 
O presidente da Castrolanda, FransBorg, disse que a cooperativa trabalha de forma inovadora, buscando a melhoria contínua da qualidade de seus produtos, com a meta de gerar valor agregado aos cooperados e manter o desenvolvimento sustentável da cooperativa.
 
 “Para desenvolvermos a cadeia de produção, precisamos formar alianças estratégicas”, afirmou Borg, destacando que o BRDE foi grande parceiro da Castrolanda, quando a cooperativa precisou de capital para investir. “Foram várias oportunidades de parcerias nos últimos cinco anos”, disse. Pessuti lembrou que o BRDE no Paraná fechará o semestre com mais de R$ 800 milhões em operações contratadas,
sendo 90% dos recursos destinados ao agronegócio. “O BRDE quer fazer sempre mais e melhor, mantendo a parceria com as cooperativas, porque assim estamos investindo na geração de renda, emprego e receita”.
 
“A Castrolanda é bem sucedida em todas as suas atividades, e vem há anos contribuindo com o crescimento doagronegócio no Paraná”, diz o diretor de Operações do BRDE, Wilson Quinteiro. “É um orgulho para o banco participardos projetos de desenvolvimento de uma das maiores cooperativas do país”.
 
COOPERADOS Durantea visita à unidade de carne também foram assinados contratos com produtores ruraisassociados à Castrolanda, no valor de R$ 3,4 milhões. São investimentos na expansão das atividades leiteira e desuinocultura.
 
O produtor Armando Carvalho Filho investirá os recursos na construção de dois barracões em sua propriedade emCastro, com capacidade de alojar 300 animais. Um barracão será destinado à alimentação e o outro funcionará comoum centro de manejo para os animais no retorno da ordenha.
 
Os cooperados Wybe e Harmanna de Jager vão investir na construção de barracões para ampliação e modernização daprodução de suínos na propriedade do casal em Castro. “Precisamos melhorar a sistemática de produção, em ambienteadequado, para podermos exportar”, disse.
 
O produtor Carlos Homero Ribas, proprietário da Fazenda Curucaca, em Ventania, destinará o crédito repassado peloBRDE na ampliação da produção leiteira. “Nossa meta é aumentar produção de 3 mil litros/dia para 5 mil litros/dia emais 100 novilhas por ano para negócio nesta região”, contou.
 
CONHEÇA A CASTROLANDA Acooperativa Castrolanda conta com 20 unidades instaladas nos municípios de Castro,
Piraí do Sul, Ponta Grossa, Curiúva e Ventania, no Paraná, e em Angatuba, Itaberá e Itapetininga, em São Paulo. São850 cooperados e 2 mil colaboradores. batatas, unidade de feijão, fábrica derações, produtos agrícolas e insumos agropecuários. Em 2014, a cooperativa faturou R$ 95,3 milhões. As principais atividades da Castrolanda são indústrias lácteas, de carne e de batatas, unidade de feijão, fábrica de rações, produtos agrícolas e insumos agropecuários. (Fonte:  Selectus 4707, 25/06/2015, Agência Estadual de Notícias)
 
Embrapa seleciona bactérias e gera queijo de coalho similar ao artesanal
 
A Embrapa isolou bactérias dos gêneros Lactobacillus, responsáveis pelo sabor característico do queijo de coalho artesanal. Elas
podem ser utilizadas para a fabricação de um novo fermento lácteo específico para o produto. Três cepas foram selecionadas entre 900
bactérias encontradas em amostras de queijos de coalho produzido com leite cru. O leite testado foi obtido nos municípios cearenses de Jaguaribe,
Quixadá, Tauá e Maranguape.
 
Para se chegar às três cepas bacterianas, foram necessários dez anos de estudos. Com a seleção, a Embrapa dá os primeiros passos para
a produção de um fermento que poderá ser agregado no processo de produção do queijo, mesmo com leite pasteurizado, conferindo características semelhantes às dos queijos de coalho artesanais.
 
O material selecionado foi testado e as bactérias foram utilizadas em duas formulações diferentes. Ambas foram eficazes na fabricação do queijo empregando leite pasteurizado como matéria prima.
 
"O resultado foi um produto com aceitação sensorial de aproximadamente 7 em escala hedônica de 9 pontos, o que corresponde à avaliação ‘gostei', no teste sensorial", explica a pesquisadora Laura Bruno, responsável pelo estudo na Embrapa Agroindústria Tropical (CE).
 
"A ideia é que o fermento recomponha parte das cepas características do queijo de coalho que se perdem com a pasteurização do leite", ressalta Laura. Os queijos de coalho artesanais são produzidos com leite cru, em uma técnica que é transmitida de geração em geração. São os microrganismos presentes no leite os responsáveis pela textura, sabor e aroma característicos do produto.
 
Até agora, os testes de fabricação foram elaborados com fermento cultivado em escala de laboratório. Os próximos passos serão a realização de estudos para ampliar a escala de produção dessas bactérias e o desenvolvimento de um formato viável de entrega dessas cepas à indústria. "Essa forma de entrega pode ser, por exemplo, um pó, como ocorre com outros tipos de fermento, como os usados para a produção de vinhos e iogurtes", informa a pesquisadora.
Segundo Laura, essa é uma etapa importante dos estudos, porque a produção em escala de fermentador geralmente interfere na fisiologia das células microbianas. Ela explica que se pretende ampliar paulatinamente a escala de produção de cada uma das bactérias, cultivando as em fermentador. "A ideia é promover sua recuperação do meio de cultivo, secando-as para que possam ser transportadas, comercializadas e utilizadas sem a perda de sua funcionalidade como fermento lático adjunto para queijo de coalho", diz.

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