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Irã, Quênia e Brasil: Três mercados a serem acompanhados no segmento do queijo.

25, junho, 2015

Os Estados Unidos, possui hoje o maior mercado de queijos avaliado em 22 bilhões de dólares e está pronto para chegar à 27 bilhões em 2020. O mercado francês está em segundo lugar valendo 9,4 bilhões de dólares e promete chegar à 10.6 nos próximos cinco anos, segundo dados do Euromonitor International.

Mas, para 2020 o Brasil promete ultrapassar a Itália e chegar ao quinto lugar do mercado mundial de queijo, triplicando as vendas entre 2010 e 2020 e chegando a 9,9 bilhões de dólares.

“A razão para isso, é o aumento da renda dos consumidores da classe média”, disse Lianne van denBos, analista de alimentos da Euromonitor Internacional.
“Por exemplo, no Brasil especialmente, estamos vendo um crescimento maciço. Com mais dinheiro para gastar, o queijo é um dos produtos mais caros que agora encontra-se mais disponível ao consumidor” disse ela ao Dairy Reporter.

Base fraca, grande promessa de crescimento

Entre 2015 e 2020, metade das novas vendas de queijo irão para a América Latina, Oriente Médio e África, mostram os dados do Euromonitor.
“Já foram identificadas como algumas das regiões de crescimento futuro, mas, é interessante observar os rankings futuros para o queijo”, disse Van denBos.
“Mercados como do Egito, Argélia, Arábia Saudita e México, ¬não se destacam no ranking de alimentos hoje, mas, em relação ao queijo são mercados a serem acompanhados”.

No entanto, deve ser ressaltado que esse incremento foi comparado com o baixo desempenho no crescimento do consumo de queijo dos mercados desenvolvidos, diz Van denBos.
O consumo per capta de queijo no Brasil, México e Egito, por exemplo, é de 4 kg, versus 10 kg na Alemanha. “Eu não diria que é um baixo consumo em relação à China que é muito baixo. Queijo já é consumido na dieta – você não precisa convencer ninguém a comprar queijo – mas não atingiu o estágio dos mercados desenvolvidos”.

Estratégia M & A

Van denBos disse que o crescimento do queijo na América Latina, Oriente Médio e África significa mais players mundiais ganhando força nessas regiões.

“Principalmente as grandes empresas, pois elas têm capital, compram plantas existentes, incorporam ao seu portfólio, e também procuram joint ventures. Empresas de médio-porte, em particular, procuram joint-venture, outras fazem acordos”, diz Van denBos.

M & A (Mergers & Acqusition - Fusões e Aquisições) é a principal estratégia de crescimento, diz ela, porque essas regiões possuem grandes desafios para o mercado de queijos.
“No Oriente Médio e na África, a rede de distribuição tem sido complicada para os fabricantes de queijo. No Irã, por exemplo, 97% do queijo é distribuído de forma independente, a pequenos varejos. Bem diferente se comparado com o Reino Unido, onde você pode encontrar sua lista de queijos nos “quatro grandes – rede de distribuição”.
O mesmo problema é encontrado no Egito, onde a distribuição é independente, e os pequenos varejos compõem a maior parte da distribuição. As indústrias procuram fazer joint ventures para assegurar a distribuição em cada mercado, ao invés de trabalhar a partir do zero para desenvolver a relação com a rede varejista.

Na América Latina, o maior desafio é a competição com os produtores locais.
Contudo as empresas trabalham para superar isso: a Lactalis, por exemplo, adquiriu muitas fábricas de produtos locais no México e a Nestlé assinou um acordo de licença de distribuição de seus produtos com o principal grupo de distribuição mexicano o Grupo Lala.

“Na América Latina é tudo questão de trabalhar com os produtores locais... já no Oriente Médio e na África é principalmente tentar ter o produto na prateleira em primeiro lugar”, afirma Van denBos.

Fonte: Selectus 4709, 30/06/2015, DairyReporter 25/06/2015, tradução livre Terra Viva

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