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A fraca demanda chinesa e o embargo russo exerceram forte pressão sobre as vendas da FrieslandCampina no segundo semestre de 2015

31, agosto, 2015

O relatório financeiro dos primeiros seis meses de 2015, do gigante de laticínios holandês informa que não existia nenhuma declaração a respeito do resultado operacional da empresa para o exercício de 2015.
“A demanda por produtos lácteos tanto no mercado doméstico como no internacional deve crescer bem pouco diante da fraca demanda da China e a prorrogação do embargo da Rússia aos produtos lácteos da União Europeia. É provável que isto continue a exercer forte pressão sobre os preços dos produtos lácteos na segunda metade do ano”, diz o relatório.
Em 2013 a FrieslandCampina faturou € 190 milhões (US$ 215 milhões) em produtos lácteos, incluindo iogurte, queijo e fórmulas infantis para a Rússia – cerca de 1,66% de sua receita total daquele ano.
O Queijo foi responsável pela maior parte da receita obtida pela FrieslandCampina na Rússia.
No relatório de ontem, a empresa holandesa disse que o volume de queijo da empresa caiu 6% no primeiro semestre de 2015. Excluindo o impacto do embargo russo, o volume de queijo da marca, na verdade, cresceu 0,5%.
Apesar das “incertezas do mercado” a FrieslandCampina obteve bons resultados.
A receita de € 5,645 bilhões (US$ 6,35 bilhões) nos primeiros seis meses de 2015 ficaram acima dos € 5,635 bilhões (US$ 6,33 bilhões) obtidos no mesmo período de 2014.
O crescimento dos negócios de ingredientes na China, Hong Kong, Indonésia, África, e Sudeste da Europa compensaram.
“Uma grande proporção da receita da FrieslandCampina é gerada pela exportação de produtos da Holanda para outros países. Nossos resultados são dependentes das exportações” diz a indústria holandesa.As aquisições contribuíram para o aumento de 0,6% da receita.
Também foi relatado aumento de 84,6% no lucro do período, saltando de € 104 milhões (US$ 117 milhões) no primeiro semestre de 2014 para € 192 milhões (US$ 216 milhões).
“Este aumento no lucro foi decorrente da venda de produtos com maior valor agregado, e os efeitos das desvalorizações cambiais favoráveis de € 17 milhões, o menor preço garantido para o leite cru, e custos operacionais mais baixos.”

Fonte: Selectus 4753, 31/08/2015, DairyReporter

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