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Fornecedores norte-americanos devem apostar na Sustentabilidade do setor lácteo

29, outubro, 2015

Clientes mundiais querem laticínios sustentáveis. Os exportadores dos Estados Unidos procuram melhorar o uso de água e energia, controlar a emissão de gases de efeito estufa e o desperdício.
 
Quando Kyle Jensen olha para o vencedor Hilmar Ingredients’ California Headquarters and Innovation Center, ele vê os painéis solares que geram 25% da energia utilizada na fábrica e o paisagismo nativo irrigado com água reciclada a partir do processamento do leite.
 
“Ouço regularmente discussões sobre sustentabilidade nas fábricas, como redução no uso de embalagens”, diz Jensen, vice-presidente e gerente geral de queijos da Hilmar Cheese Co. “Sustentabilidade não é dissociada do dia-a-dia operacional de ninguém, faz parte daquilo que fazemos”.
 
O gráfico abaixo é um exemplo, de como a Hilmar Cheese Co., e sua unidade de negócios, Hilmar Ingredients, reciclam a água.
 
 
A experiência de Jensen é cada vez mais comum na indústria de laticínios de hoje, nos Estados Unidos.
Mesmo que eles tenham uma longa história de responsabilidade com a terra, os animais e gestão de recursos, os produtores de leite e processadores dos Estados Unidos estão apostando em investimentos nos sistemas e instalações de fábricas para minimizar o uso de água e energia, controlar a emissão de gases com efeito estufa e desperdícios.
De fato, a preocupação em torno da sustentabilidade dos lácteos é um movimento de toda indústria, liderado pelo Centro de Inovação do Setor Lácteo dos Estados Unidos.
Além das parcerias com a Fundação World Wildlife e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mais de 110 organizações investem tempo e conhecimento como forma de contribuição para o Conselho de Sustentabilidade (Sustainability Council), que orienta o Centro de Inovação (Innovation Center) no sentido de apoiar o Compromisso de Sustentabilidade do setor lácteo norte-americano.
Como parte deste compromisso, o Centro de Inovação completou o ciclo de vida dos Gases de Efeito Estufa (GEE) do leite fluido e de outros produtos lácteos para servir de linha de base para a indústria melhorar e estabelecer metas na redução das emissões de GEE do leite fluido em 25%, até 2020.
O Centro de Inovação trabalha também com a Plataforma Mundial de Laticínios e a Federação Internacional de Laticínios (IDF) para elaborar um método global único que meça com segurança a pegada de carbono do mundo. Isto é especialmente importante para manter a sustentabilidade como um fator de competitividade entre os fornecedores e evitar que os consumidores superestimem o impacto ambiental do setor lácteo.
Empresas que atual no mercado de exportação, o aumento de esclarecimentos vem em boa hora. Clientes estrangeiros estão mais cuidados em relação a seus fornecedores no que se refere à sustentabilidade, observando o produto desde a fazenda até a distribuição.
“Os clientes mundiais estão preocupados com a sustentabilidade praticada pelos fornecedores de lácteos, e este assunto começa a representar grande parte de suas estratégias de compras”, disse Eric Erba, vice-presidente sênior e chefe do departamento de estratégicas da California Dairies Inc. (CDI), que publicou seu primeiro relatório sobre sustentabilidade este ano em um esforço de estabelecer um nível de seu desempenho. “Os clientes querem que sua marca seja associada a um fornecedor sustentável, que atendam suas necessidades atuais e futuras”.
“Isto é particularmente crescente na Ásia, onde existe o crescimento de uma classe média educada”, disse Gwen Bargetzi, diretor de marketing da Hilmar Cheese Co. “Com a educação vem o interesse pela origem do alimento que as pessoas consomem, e quando você pode se alimentar bem, você pode ser mais criterioso para tomar decisões acerca de onde vem seu alimento. ”
Eis algumas iniciativas em sustentabilidade em laticínios de membros do U.S. Dairy Export Council (USDEC)
Hilmar Cheese Co. e Hilmar Ingredients – Hilmar Cheese Co. ganhou reconhecimento por sua fábrica de queijo da Califórnia no quarto Concurso de Sustentabilidade dos Estados Unidos, concedido nesta primavera pelo Centro de Inovação de Lácteos dos Estados Unidos. O prêmio homenageia empresas que sejam socialmente responsáveis, economicamente viáveis e com práticas ambientalmente corretas que promovam o bem-estar dos consumidores, das comunidades, dos animais, dos empregados, do planeta e dos negócios.
No ano passado, sistemas de energia solar e biodigestores reduziram em 5% o uso de energia e os esforços foram extensivos à redução do uso de água cujo consumo caiu 17%.
Programas nas fábricas da Hilmar, Califórnia e Dalhart, Texas, reduziram resíduos sólidos, e reciclaram 190 toneladas de papeis e cartonados, 7,6 toneladas de plástico e perlo de 10.000 libras de lixo eletrônico. Os documentos da Hilmar são preferencialmente em pdf, diz o relatório de sustentabilidade.
California Dairies, Inc. – A CDI mantém um abrangente programa de sustentabilidade para reduzir as pegadas de carbono e minimizar o uso de energia e água. Ela utiliza uma estratégia de Gases de Efeito Estufa e redução de água em todas as seis fábricas. A Tipton, Califórnia é um caso de operação sustentável de sucesso. A fábrica de cogeração Tipton reduz 22.000 toneladas de emissões de GEE por ano, desde sua inauguração em 2005, o equivalente a tirar 4.200 carros das ruas. A Tipton retorna para os aquíferos subterrâneos locais, 44% da água utilizada na indústria, todos os dias, tornando a CDI um gerador líquido de água, produto especialmente importante na Caifórnia hoje. A CDI tem um relatório de sustentabilidade para download que compartilha com seus clientes mundiais.
Josephf Gallo Farms. – Este queijeiro com sede na Califórnia é um especialista em conservação da água. A empresa recicla 100% dos efluentes do queijo e captura o vapor dos pasteurizadores e outras máquinas para uso em outras partes da indústria. A prática – além de reciclar 10 milhões de galões de água pluvial e residuais todos os dias, que vão para a irrigação de comunidades locais – ajuda a conservar pelo menos 2,9 bilhões de galões de água por ano. Isto equivale ao banho de 10 minutos de 11 milhões de pessoas
Fonte: Selectus 4774, 29/09/2015 – USDEC, tradução livre, Terra Viva

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