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CUSTO SE MANTÉM ESTÁVEL EM SET/15, MAS RENTABILIDADE SEGUE PRESSIONADA

30, novembro, 2015

Em setembro, o custo operacional efetivo (COE) da pecuária leiteira, que considera os gastos
correntes da propriedade na “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), se manteve praticamente estável na comparação com o mês anterior (+0,01%). As valorizações nos grupos de forrageiras perenes, forrageiras anuais e silagem fora m compensados pelas qued as em suplementação mineral e concentrado. Segundo
levantamentos do Cepea, feitos em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o custo operacional total (COT) também não se alterou na comparação com o de agosto (+0,03%).

Os grupos de forrageiras anuais e perenes e de silagem, ambos considerando insumos e mão de obra contratada, que representam 19,6% do COE, tiveram a valorização mais expressiva entre os avaliados. Forrageira anual se valorizou 2,6% no mês, seguida de silagem, com elevação de1,8% e das forrageiras perenes, de 1,7%. De
janeiro a setembro, forrageiras anuais acumularam alta de 16,8%, silagem, de 10,8% e forrageiras perenes, de 9,1%.

Esses aumentos resultaram da maior demanda para reforma de pastagens. Segundo
colaboradores, com o início do período das chuvas, principalmente na região Sul do País, as
vendas de sementes de pastagens já têm se intensificado. A desvalorização do Real frente ao
dólar também tem influenciado esse cenário já que muitos insumos para reforma e manutenção dos pastos têm os seus preços ligados à moeda norte-americana.

Os aumentos desses custos, por sua vez, foram compensados pelas quedas dos grupos de
suplementação mineral e concentrado, de 1,6% e0,8%, respectivamente. Vale ressaltar que os concentrados e a suplementação mineral representam juntos 43,2% do COE.

Ainda assim, a rentabilidade dos pecuaristas de leite ainda segue comprometida, inclusive
considerando o aumento da captação em todas as regiões acompanhadas e consequente início do período de queda dos preços pagos ao produtor. De janeiro a setembro, o COE já
acumulou acréscimo de 3,6%, enquanto o preço do leite subiu 2,5%. Além disso, em setembro os valores pagos ao produtor estão 9,9% menores que o de mesmo período do ano passado, em termos reais, o que vem prejudicando a recuperação das margens do pecuarista.

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