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Preços do leite retomam ciclo de baixa

19, setembro, 2006

Depois de um período de alta, os preços do leite retomam um ciclo de baixa, segundo estimativas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - Cepea, da Universidade de São Paulo.

Depois de um período de alta, os preços do leite retomam um ciclo de baixa, segundo estimativas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - Cepea, da Universidade de São Paulo. A tendência é que o setor retome o processo de reestruturação, ocorrido em 2001, quando muitos produtores abandonaram a atividade. Em 1998, as 15 maiores indústrias de laticínios do País precisavam de 160 mil pecuaristas para uma produção de 2,5 bilhões de litros. Hoje, têm metade deles para a mesma produção. Leandro Ponchio, pesquisador do Cepea/USP, diz que a grande diferença de preço praticado entre o produtor de maior escala e o de menor já é um processo de exclusão daqueles que não conseguem alcançar a produtividade ideal para se manter na atividade. Em média, segundo Ponchio, um pequeno produtor ganhar R$ 0,35 por litro, enquanto um grande é remunerado em R$ 0,65 por litro. "Do ponto de vista social, isso é complicado, mas é a lei do mercado. Ficam aqueles que conseguem escala", argumenta. Ponchio explica que entre novembro de 1998 e setembro de 2000, os preços do leite estavam em um ciclo de alta - variação de 50% no período, que motivaram o aumento de produção, ocasionando a grande crise vivida em 2001. Agora, novamente, o setor vivia um momento assim - os preços se mantiveram firmes entre fevereiro de 2002 e junho do ano passado (variação de 56%). No acumulado deste ano, os valores reais já estão 15% menores que os praticados no mesmo período de 2005. Teoricamente, segundo Ponchio, para compensar a queda nos preços e a inflação, o produtor teria de aumentar 23% a safra. "Se ele não ganhou escala, empobreceu", garante. Diferente de 2001, no entanto, Ponchio diz que esse novo processo de reestruturação tem agora o mercado externo como válvula de escape. No entanto, ele salienta que o câmbio atual desestimula as exportações, pois deixam o produto brasileiro mais caro.
Fonte: Selectus 2.587,19/09/2006, Gazeta Mercantil

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