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Programas sociais estimulam consumo de leite

28, outubro, 2006

O Programa Fome Zero, do governo federal, está estimulando as indústrias de leite no Rio Grande do Sul.

O Programa Fome Zero, do governo federal, está estimulando as indústrias de leite no Rio Grande do Sul. As cooperativas fornecedoras para as cestas básicas estão investindo na ampliação ou construção de plantas industriais. Juntas vão aplicar R$ 33 milhões - 11% do que todas as indústrias lácteas do estado injetarão no setor até 2007. O maior aporte financeiro é da Cooperativa Sul Riograndense de Laticínios Ltda - Cosulati: R$ 30 milhões para a construção de uma nova unidade em Capão do Leão. Cerca de 70% do valor virá de financiamento do Banco Regional de Desenvolvimento Econômico – BRDE, e o restante de recursos próprios. A cooperativa ampliará em 80% sua capacidade industrial, passando a processar 1 milhão de litros de leite por dia em 14 meses, quando a unidade estará em funcionamento. Além disso, a Cosulati também vai entrar em dois novos mercados: de leite condensado - de olho nas exportações - e de leite em pó instantâneo. O superintendente da Cosulati, Jorge Luiz Almeida da Silva, diz que 70% da produção é destinada a outros estados, incluindo os programas sociais. Mesmo sem revelar quanto as compras governamentais representam, Silva diz que o programa do governo é importante porque garante ao produtor o acesso a linhas de crédito, que pode investir no aumento da produtividade. "Além disso, o fornecimento para os programas sociais é a garantia de mercado", avalia Silva. Em São Lourenço do Sul, as compras governamentais também impulsionaram a Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores da Região Sul Ltda - Coopar, que vai passar a beneficiar leite - anteriormente, a instituição enviava a produção para a Cosulati industrializar. A Coopar está investindo R$ 2,5 milhões, financiados pelo BRDE. A previsão é que, até o final de 2007, a planta processe 25 mil litros por dia de bebida láctea e queijo, produtos que estão fora das cestas básicas. "O programa do governo deu oportunidade para a cooperativa se fortalecer e andar por si própria", diz Hamilton Strelow, diretor-comercial da Coopar. Hoje, 60% da produção de leite da cooperativa - de 1,6 milhão de litros por mês - é destinada aos programas sociais. Strelow afirma que com a industrialização os cooperados ganham em valor agregado. Na Cooperativa de Produção Agropecuária de Constantina - Coopac, onde o Fome Zero responde por 20% da produção de leite - de 1,4 milhão de litros por mês - os pecuaristas também pensam em agregar valor a seus produtos. Estão investindo R$ 600 mil, com financiamento BRDE, para a construção de uma planta para queijo. Segundo o secretário-geral da Coopac, Ivor Vicentini, o programa do governo ajudou a estruturar a cooperativa para o investimento, pois em épocas de margens mais baixas no preço do leite, conseguiram valores maiores. Além disso, os produtores investem no aumento da produtividade para atender às novas fábricas que vão se instalar na região - da Nestlé e da Cooperativa Central Gaúcha de Leite Ltda - CCGL.
Fonte: Selectus, 2615, 28/06/2006, Gazeta Mercantil

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