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Consumo mundial de lácteos deve aumentar nos próximos anos segundo a OCDE

01, agosto, 2019

 
A maior parte do leite produzido é consumido na forma de produtos frescos. A parte desses produtos no consumo mundial deverá aumentar nos próximo dez anos, sob os efeitos da aceleração da demanda na Índia e no Paquistão, em particular, pelo aumento do poder de compra e crescimento da população.
 
Assim, o consumo mundial por habitante de produtos lácteos frescos deverá aumentar 1% ao ano no próximo decênio, ou seja, um pouco mais rápido do que ocorreu nos dez anos anteriores, diante da melhoria de renda.
 
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Em termos de extrato seco, o consumo de leite por habitante é muito variável (Gráfico 7.1). Isso tem influência da renda da população, mas, não pode ser subestimada a importância das preferências regionais. Assim, o consumo por habitante deverá ser elevado na Índia e no Paquistão, mas baixo na China. De qualquer forma, em todos os países, a participação dos produtos lácteos processados no consumo total de sólidos lácteos está intimamente relacionada com o nível de renda. Na Europa e na América do Norte, a demanda por produtos lácteos frescos per capita declina, e, sua composição mudou nos últimos anos em favor da matéria gorda, manteiga e creme. Estudos recentes que colocaram em foco os benefícios da gordura do leite para a saúde, e as preferências crescentes dos consumidores por alimentos mais gordurosas e menos processados explicam em grande parte, essa evolução.
 
O queijo, segundo produto lácteo por ordem de importância em termos de extrato seco, é sobretudo consumido na Europa, na América do Norte e Oceania, onde o consumo por habitante deverá continuar aumentando. No que se refere ao leite em pó, tanto desnatado como integral, o principal destino será a indústria de alimentos, especialmente confeitaria, leites infantis e produtos de padaria.
 

Enquanto certos países são auto-suficientes, como a Índia e o Paquistão, em outras regiões do mundo, como a África, o Sudeste da Ásia e o Oriente Médio, o consumo deverá aumentar mais rápido que a produção, o que irá favorecer as importações. Como o leite líquido é mais caro para importar e exportar, o leite em pó, ao qual é adicionado água para o consumo final ou utilizado para processamento, preencherá a demanda suplementar.

Fonte: Perspectivas agrícolas OCDE-FAO 2019-2028 – Leite e produtos lácteos/ MAPA 29/07/2019

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