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Preço do leite deve subir por causa da oferta reduzida; veja os motivos

21, julho, 2020

Segundo o Cepea, a alta é resultado da seca que atingiu o Sul do país, período de entressafra e menor oferta de leite no campo.

 
O produtor de leite passa pelo mês de julho mais otimista com a possibilidade de melhores ganhos. A expectativa é que, com a menor oferta no campo, o leite seja melhor remunerado. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o período de entressafra, a estiagem que atingiu o Sul do país e a menor oferta de leite no campo devem elevar as cotações aos produtores.
 
As negociações do leite spot (que é a negociação de leite cru entre as indústrias) estiveram aquecidas nas duas quinzenas de junho, mas com maior intensidade na segunda. Pesquisas do Cepea mostram que, na média de junho, o preço do spot, em Minas Gerais, ficou 45% acima do preço de maio, em termos nominais, chegando a R$ 2,28 o litro.
 
A pesquisa diária de derivados do Cepea revela que os estoques do leite UHT e muçarela seguiram limitados, o que resultou em altas acumuladas de 11,7% e de 13,4% nas cotações.
 
O presidente da Associação dos Produtores de Leite de Santa Rita de Caldas e Região, Juliano Carvalho Barbosa, confirma o cenário de recuperação dos preços pagos aos associados. “O mercado segue firme, segue numa crescente muito boa, apesar da crise do coronavírus. O nosso segmento segue com altas consideráveis e, graças a isso, a gente vai conseguir repassar aos nossos produtores, bons preços para esta entressafra do leite”
 
A Aprol fica no Sul de Minas Gerais e reúne 150 produtores de leite. A produção estimada é de 900 mil litros de leite, por mês.  Segundo Juliano, entregaram o leite em maio para pagamento em junho, na casa de R$ 1,60. Os produtores que entregaram em junho, para pagamento em julho, vão receber na média R$ 1,70.
 
Ernani Luiz Zortea é proprietário da Fazenda Santa Mônica, em Campo Novos, no meio-oeste catarinense. Ele mantém 100 vacas em lactação, no sistema Compost Barn, método garante o bem-estar e a saúde dos animais e ainda proporciona o aumento da produção.  Lá são produzidos 90 mil litros de leite por mês.
 
Ele conta que os produtores de Santa Catarina acompanham os preços fixados pelo leite com apreensão. A região enfrentou três meses de seca que prejudicaram a formação das pastagens de inverno. Com isso, o produtor de leite teve que gastar mais para alimentar os animais. Em abril, quando o preço do leite deveria subir para o produtor, acabou baixando até 12%.
 
Para o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul, Marcos Tang, que também é produtor de leite, a chegada do inverno e o retorno das chuvas trazem alento ao produtor gaúcho que teve perdas com a estiagem, no Estado.
 

Ele recomenda que os produtores utilizem as pastagens de forma a alimentar o gado, economizando a silagem e ajudando na redução dos custos na pecuária leiteira. 

Fonte: Canal Rural, 13 Jul 2020

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