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Novos produtos ganham força na exportação; lácteos entre eles

21, agosto, 2020

As vendas de lácteos brasileiros no exterior têm melhorado. Desempenho foi puxado por queijos, leite condensado e leite modificado.

Produtos agropecuários menos tradicionais na balança comercial brasileira como cera, mel, lácteos, chás, mate e especiarias têm aumentado a participação nas exportações do país e ajudado a impulsionar os embarques do setor, liderados por grãos e derivados, carnes, produtos florestais, açúcar e etanol e café.
 
É o que destaca a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que mantém um projeto de promoção dessa cesta de produtos no exterior, além de frutas e pescados, ainda carentes de mercados em outros países.
 
Os produtos apícolas puxam a lista de novidades, com incrementos de 82,7% no valor e de 87% no volume das exportações em julho na comparação com o mesmo mês de 2019. Nos sete primeiros meses do ano já foram exportadas 25 mil toneladas de cera e mel brasileiros, aumento de 80% em relação aos sete primeiros meses do ano passado.
 
Conforme os dados compilados pela CNA, os principais clientes desses produtos no exterior são os Estados Unidos, a União Europeia e a Austrália. Os negócios em 2020 já renderam US$ 56 milhões, avanço de 40%.
 
Mesmo com as dificuldades para engrenar as exportações para a China, por exemplo, as vendas de lácteos brasileiros no exterior também têm melhorado. A receita gerada pelo embarque de 3 mil toneladas desses produtos em julho foi 51% maior que no mesmo mês do ano passado, chegando a US$ 6,7 milhões. O desempenho foi puxado por queijos, leite condensado e leite modificado, de acordo com a entidade.
 
No acumulado do ano, o aumento das vendas chegou a 23% em valor, para US$ 40 milhões, e 22% em volume, para 17,4 mil toneladas. No período, houve destaque também os embarques de leite em pó e creme de leite.
 
“No caso do leite em pó, o grande volume exportado para a Argélia em janeiro desse ano foi a principal razão para o aumento de US$ 2,8 milhões nas vendas do produto nos primeiros sete meses de 2020”, diz comunicado técnico da CNA. Venezuela, Argentina, República Dominicana, Catar e Paraguai são outros compradores do Brasil nesse segmento.
 
Também cresceu o volume e o valor exportado de chás, especiarias e mate. No mês passado, os embarques avançaram 53% em relação a julho de 2019 e chegaram a US$ 30,4 milhões, ou 17 mil toneladas. Nos sete primeiros meses de 2020, já foram comercializadas 104 mil toneladas, que renderam US$ 203 milhões - 20% a mais que no ano passado.
 
A pimenta do reino é o carro-chefe nessa área. No ano, as exportações mensais foram sempre superiores a US$ 12 milhões. O mate também apresentou variação positiva em julho. Na contramão está apenas o chá verde. Os principais destinos dos produtos do segmento no ano foram a União Europeia (US$ 38,3 milhões), Uruguai (US$ 37,2 milhões) e EUA (US$ 32,5 milhões).

Apesar das altas nos volumes embarcados em julho, frutas e pescados ainda apresentam quedas expressivas no acumulado do ano. 

Fonte: Valor Econômico, 20 ago 2020

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