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Laticínios Bom Gosto compra DaMatta e anuncia mais investimentos

23, agosto, 2007

A Laticínios Bom Gosto, com sede em Tapejara (RS), anunciou um programa de investimentos de R$ 85 milhões nos próximos 12 meses

A Laticínios Bom Gosto, com sede em Tapejara (RS), anunciou um programa de investimentos de R$ 85 milhões nos próximos 12 meses, incluindo a construção de uma unidade industrial no Uruguai, a entrada do BNDESPar como sócio e a abertura de capital até 2009, com adesão ao Novo Mercado da Bovespa. Em julho a empresa já havia comprado a mineira DaMatta e, segundo o diretor-presidente Wilson Zanatta, a estratégia é fazer novas aquisições no país para atuar como consolidadora no mercado, ganhar escala e competitividade. A fábrica no Uruguai, que ficará no departamento de Canelones ou em San José, será voltada basicamente à exportação, introduzindo a Bom Gosto no mercado internacional. A primeira fase é orçada em US$ 10 milhões (já incluídos nos R$ 85 milhões) e prevê a captação de 200 mil litros por dia para a produção de leite longa vida em até um ano e meio. As duas fases seguintes exigirão mais US$ 20 milhões em aportes em três a cinco anos para elevar a captação a 1 milhão de litros/dia e produzir também leite em pó, queijo e soro processado. Conforme Zanatta, a Bom Gosto decidiu investir no Uruguai em função da qualidade da matéria-prima local, superior à brasileira, e para aproveitar a facilidade de acesso a mercados como EUA, União Européia, México, Venezuela e o próprio Brasil. A empresa já importou 5 mil matrizes uruguaias para distribuição aos produtores integrados desde 1999. Só em 2007 já foram 500 animais, e o volume deve chegar a 1 mil até dezembro, apesar do aumento de preços para até US$ 1,3 mil por cabeça, ante US$ 600 há um ano, devido ao aumento da demanda de outros países como Rússia e China. Parte dos investimentos programados para os próximos 12 meses será bancado pelos R$ 45 milhões integralizados pelo BNDESPar, que adquiriu 23% do capital e indicou um representante para o conselho de administração da Bom Gosto. A gestora de fundos de private equity CRP Companhia de Participações tem opção para comprar entre 3% e 15% em até um ano e indicou um membro para o conselho, presidido por Zanatta e composto por outro executivo da empresa. O restante dos recursos virá do caixa e financiamentos bancários. Segundo o diretor da área de mercado de capitais do BNDES Eduardo Fingerl, o banco decidiu investir na Bom Gosto devido ao "grande potencial de crescimento" da empresa e à disposição de atuar como consolidadora num mercado pulverizado e de aderir ao Novo Mercado da Bovespa. A Bom Gosto recebe 1,1 milhão de litros de leite/ dia de 7,4 mil produtores do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, além de 14 cooperativas gaúchas. A matéria-prima é empregada na produção de leite longa vida, queijos, requeijão, creme e doce de leite, bebidas lácteas e achocolatados. Em 2006, o faturamento da empresa foi de R$ 213 milhões (em 2000 foi de R$ 4,5 milhões) e em 2007, com a aquisição da DaMatta, deve alcançar R$ 370 milhões. Dos investimentos programados, a planta de Tapejara receberá R$ 46 milhões para elevar a captação diária de 900 mil para mais de 1 milhão de litros de leite e introduzir uma queijaria com capacidade para 30 toneladas/dia. Em Minas, o volume recebido passará de 200 mil litros/dia para 300 mil. Em 2006, o faturamento da empresa foi de R$ 213 milhões (em 2000 foi de R$ 4,5 milhões) e em 2007, com a aquisição da DaMatta, deve alcançar R$ 370 milhões. Dos investimentos programados, a planta de Tapejara receberá R$ 46 milhões para elevar a captação diária de 900 mil para mais de 1 milhão de litros de leite e introduzir uma queijaria com capacidade para 30 toneladas/dia. Em Minas, o volume recebido passará de 200 mil litros/dia para 300 mil.
Fonte: Selectus 2814, 23/08/2007, Valor Econômico

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