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Crise interna aumenta importações de lácteos pelo México

27, agosto, 2007

Enquanto os preços mundiais continuam impulsionando o futuro de muitos países leiteiros, o México ainda luta contra os efeitos dos altos níveis de importação e dos maiores custos internos.

Enquanto os preços mundiais continuam impulsionando o futuro de muitos países leiteiros, o México ainda luta contra os efeitos dos altos níveis de importação e dos maiores custos internos. Por um lado, os produtores vêem escapar o trem dos bons preços internacionais que lhes proporciona um preço de 0,38 dólares por litro, mas que paga 0,45 dólares pelo leite que provém da Nova Zelândia ou Austrália. Nesse contexto, não são poucos os que falam de crise. O deputado e também presidente da União Pecuária Regional de Querétaro, Francisco Domínguez Servién, afirmou que está sendo trabalhada uma proposta para que o preço do litro de leite subsidiado seja vendido a 40 centavos de dólar, como estava pactuado no ano passado. “Se o preço for elevado a 40 centavos e concedido um subsídio aos produtores de 3,5 centavos, então os produtores nacionais estarão em condições de competir com o produto de importação”. Por outro lado, o aumento no preço do milho de setenta por cento no ano no mercado internacional golpeia os custos mexicanos. Com uma população cuja dieta tem no milho branco seu componente principal e o milho amarelo como alimento do gado, a inflação já provocou um aumento de quarenta por cento nos custos de produção. O México precisa importar mais de cinco milhões de toneladas de milho amarelo ao ano, e essa dependência do grão unida aos baixos preços para o produtor de leite provoca hoje um desequilíbrio na economia dos estabelecimentos produtores e do Estado, por tratar-se de um mercado altamente importador. De acordo com a Confederação Nacional Campesina, se essa situação continuar, ao final de 2007, está previsto que desapareçam 20 mil dos 200 mil produtores de leite que existem atualmente no país. Com muitos de seus custos ligados ao mercado dos Estados Unidos, os mexicanos vêem as assimetrias entre um setor e o outro. Por isso, os astecas planejam conceder um subsídio de aproximadamente oito por cento. Segundo sinalizaram a Confederação Nacional de Pecuária e a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação, e a Confederação Nacional Campesina, os produtores em nível nacional precisam de um mínimo de 0,43 US$ para impulsionar a indústria leiteira e competir em melhores condições quando ocorrer a abertura do setor em 2008.
Fonte: Selectus, 2817, 27/08/2007, Infortambo - Tradução: www.terraviva.com.br

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