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Jussara cresce 30% ao ano e deve construir fábrica em Minas

28, janeiro, 2008

O laticínio Jussara, de Patrocínio Paulista (SP), prepara-se para entrar no segmento de leite em pó e para isso deve construir uma fábrica em Minas Gerais, numa cidade ainda a ser definida.

O laticínio Jussara, de Patrocínio Paulista (SP), prepara-se para entrar no segmento de leite em pó e para isso deve construir uma fábrica em Minas Gerais, numa cidade ainda a ser definida. Segundo o diretor comercial da Jussara, Laércio Barbosa, um protocolo de intenções foi assinado em setembro passado com o governo de Minas. O investimento deve ser da ordem de R$ 50 milhões, e a unidade terá capacidade para processar 500 mil litros de leite por dia. A nova planta também produzirá leite longa vida e leite condensado. A Jussara tem duas unidades em São Paulo. Em Patrocínio, produz leite longa vida, leite pasteurizado, creme de leite e bebidas à base de soja. Na planta de Pedregulho, são fabricados queijos, requeijão e manteiga. Para atender as duas plantas, capta 600 mil litros de leite por dia, sendo 450 mil diretamente de 1.500 produtores e o restante no mercado spot (comercialização entre as empresas), em São Paulo e também em Minas Gerais. Além de querer aproveitar o bom momento no mercado internacional de leite - que estimulou as exportações brasileiras de leite em pó -, a Jussara também precisa ampliar sua produção de longa vida, pois está trabalhando muito perto de 100% de sua capacidade na unidade de Patrocínio. "Estamos crescendo 30% ao ano e estamos trabalhando com capacidade total", afirma Barbosa. A definição do local da nova fábrica vai depender, segundo ele, do impacto do decreto do governo paulista, que vigora desde o início do ano, e que elevou de 7% para 18% o ICMS do leite longa vida proveniente de outros Estados e zerou o ICMS do produto processado em São Paulo. Antes da medida, o produto de outros Estados era mais competitivo em São Paulo. Conforme Barbosa, o impacto vai definir a quantidade de leite longa vida que a Jussara produzirá na nova fábrica e onde ela será instalada. Há duas opções: o sul de Minas e a Zona da Mata mineira. A empresa pretende vender o leite longa da nova fábrica em Minas e no Rio de Janeiro, mas também comercializá-lo em São Paulo, onde sua capacidade de produção está perto do limite. O leite longa vida representa 70% a 75% do faturamento da Jussara, que foi de R$ 210 milhões no ano passado, 34% mais que em 2006. "Crescemos no ano passado mais do que faturamos no ano todo de 2002", diz Barbosa. Naquele ano, a Jussara teve receita bruta de R$ 49 milhões. A meta para 2008 é alcançar R$ 250 milhões. O que garantiu o crescimento em 2007 foi principalmente a valorização dos preços do leite. "O mercado deve repetir 2007", aposta o diretor da Jussara. Hoje, os preços do leite ao produtor estão cerca de 30% acima de igual período de 2007, na faixa de R$ 0,70 o litro, segundo ele. Para a indústria, a valorização é de 10% na mesma comparação, informa. Na avaliação de Barbosa, o cenário de mercado aquecido para o leite só muda se a crise na economia americana afetar o consumo global e a demanda chinesa pelo produto.
Fonte: Selectus 2915, 28/01/2008, Valor Econômico

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