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Lucro da Perdigão cai 18% no trimestre, para R$ 51 milhões

25, abril, 2008

Apesar do acentuado crescimento nas vendas, os custos das principais matérias-primas (especialmente milho, farelo de soja e leite) prejudicaram o resultado líquido da fabricante de alimentos Perdigão.

Apesar do acentuado crescimento nas vendas, os custos das principais matérias-primas (especialmente milho, farelo de soja e leite) prejudicaram o resultado líquido da fabricante de alimentos Perdigão. O aumento de 73% os custos das vendas pressionou as margens da companhia, resultando em uma queda de 18,7% no lucro líquido do primeiro trimestre, que somou R$ 51 milhões. Em igual período do ano passado, o ganho fora de R$ 62,7 milhões. A companhia também anunciou que José Antonio Fay, atual diretor-geral Negócio Perdigão, irá substituir Nildemar Secches na presidência da empresa a partir de 30 de outubro. Secches permanecerá na presidência do Conselho de Administração, cargo que vem acumulando desde o ano passado. As vendas brutas no trimestre somaram R$ 2,846 bilhões, alta de 59,5% no comparativo anual. O resultado reflete a boa performance registrada nos mercados interno e externo, com o fortalecimento das bases da companhia no Brasil e no exterior, a partir da incorporação das operações da Eleva e da Plusfood. O mercado interno cresceu 68,8%, respondendo por R$ 1,742 bilhão das vendas brutas. Segundo a companhia, a liderança da marca Elegê em leite UHT e o portfólio diversificado da marca Batavo foram determinantes para o desempenho da empresa na atividade de lácteos. Puxada pela forte demanda do extremo oriente e do oriente médio, as vendas externas somaram R$ 1,104 bilhão, crescimento de 46,7%. Os volumes totais de vendas no mercado externo foram 31,9% maiores em carnes e 16,3% superiores em outros produtos processados, como massas, pizzas e margarinas. A receita líquida apresentou crescimento de 61,6%, para R$ 2,461 bilhões. E a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cresceu 10,7%, para R$ 186,4 milhões. O lucro bruto avançou 30,5%, somando R$ 536 milhões. De janeiro a março os investimentos superaram a casa de R$ 1,8 bilhão. Desse montante, 92,3% (ou seja, R$ 1,7 bilhão) foram direcionados à aquisição da Eleva e da Plusfood. A empresa também destinou R$ 143,2 milhões para aumento de produtividade, melhorias e novos projetos, valor 14,4% acima do aplicado no exercício anterior. No mercado interno, o grupo carnes cresceu 30,4%, somando R$ 908,6 milhões no trimestre. Os produtos elaborados e processados alcançaram uma elevação de 19,4% em receitas e 15,2% em volumes. Neste ponto, a Perdigão destaca o desempenho de outros produtos processados, que contemplam massas, pizzas, margarinas, vegetais, pão de queijo, linha vegetariana à base de soja, entre outros, que cresceram 170,3% em volumes e 100,7% em receitas. Com a integração das operações da Eleva e da Batávia, os volumes de leite comercializados pela Perdigão no período cresceram 391,5%. O incremento dos produtos processados de lácteos foi de 68,3% em receitas e 40,4% em volumes. No mercado externo, a companhia sentiu o peso da apreciação cambial e do aumento no preço das matérias-primas. Os preços médios de carnes e produtos derivados no mercado externo continuaram em alta nos três primeiros meses do ano, registrando aumento de 30,7% em dólares FOB (Free on Board), mas em reais a alta foi de apenas 8,4%, reflexo direto da apreciação do real em relação ao dólar. A Perdigão ainda indica que o bom desempenho dos principais mercados e a melhoria do preço médio não foram suficientes para amenizar os efeitos dos custos médios, que sofreram elevação de 15,5% provocada pelo impacto do aumento dos preços dos grãos sobre os produtos commodities de carnes exportados, refletindo em pressões sobre as margens.
Fonte: Selectus 2974, 25/04/2008, Valor online

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