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Leite e carne devem continuar em alta

26, junho, 2008

O período tradicional de falta de chuva desponta como mais uma pressão nos preços de dois alimentos básicos do brasileiro: a carne e o leite.

O período tradicional de falta de chuva desponta como mais uma pressão nos preços de dois alimentos básicos do brasileiro: a carne e o leite. Como os produtos já estão caros, por causa da forte demanda por alimentos no país e no mundo, a expectativa é de que, este ano, o peso da entressafra seja ainda maior do que o normal. No último mês, os reflexos do início da trajetória de diminuição da oferta de carne e leite já foram observados nos supermercados de Belo Horizonte. Os reajustes chegaram a 11,37% no litro do leite integral e a 21,08% no quilo do filé mignon, de acordo com levantamento feito pelo site MercadoMineiro. Como a época de seca está apenas no início, tudo indica que as altas não vão parar por aí. No campo, a evolução dos preços pagos aos produtores está em andamento. “Temos uma oferta limitada para uma demanda que segue crescente por causa da melhoria de renda e das exportações”, diz o assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Antônio Lima. Ele observa que a situação é mais grave na pecuária de corte. Já com relação ao leite, a produção tem crescido entre 4% e 5% ao ano. O consumo, porém, inclusive internacional, também está alta, o que justifica a valorização do produto. Em maio de 2007, o litro de leite era vendido pelo produtor mineiro por R$ 0,67, segundo a Faemg. No mês passado, chegou a R$ 0,78. A alta foi de 16,4%. A presidente do Movimento das Donas-de-Casa e Consumidores de Minas Gerais, Lúcia Pacífico, está temerosa. “Dá para reduzir a quantidade de carne, substituir, mas trocar o leite é complicado.”
Fonte: Selectus 3016, 26/06/08, Estado de Minas

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