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Produtores europeus negociam aumento de cotas de produção

10, dezembro, 2008

O mercado lácteo da UE é estruturalmente excedente, causando baixa dos preços. A Alemanha e a Holanda, por exemplo, têm elevados estoques de vários tipos de queijo e de manteiga.

Os produtores de leite europeus deverão ganhar mais flexibilidade depois do acordo sobre uma série de aumentos de quotas, obtido pelos Ministros da Agricultura da União Européia. O setor leiteiro foi uma das áreas mais problemáticas da negociação sobre a reforma da Política Agrícola Comum. "Esta decisão deixa mais espaço para o crescimento da produção leiteira. Mas o que continua a constituir uma interrogação é a capacidade de resposta dos produtores. Tudo depende do preço”, afirmou Mark Voorbergen, analista da do setor lácteo no banco holandês Rabobank. E, acrescentou: “eu tenho dúvidas quanto à utilização desta capacidade adicional ser utilizada.” Os 27 países da UE tinham opiniões bastante diferentes, com posições variando entre zero e 10 por cento. A Alemanha opôs-se ao aumento da produção, temendo uma queda ainda maior nos preços do leite. A Itália foi o país vencedor. Grande pagador de multas por ultrapassar a sua quota, garantiu 5% de aumento, logo no primeiro ano. Esta exceção irritou outros membros, que pediram para adicionar ao acordo, aplicações de multas mais pesadas e suplementares a qualquer país que ultrapasse – até 2011 - a sua quota em mais de seis por cento. Outro aspecto, técnico, mas muito importante, foi o de reduzir o "coeficiente de ajustamento de gordura" aplicado às entregas de cada país da UE. Em termos práticos, isto é susceptível de provocar um aumento ainda maior nos volumes disponíveis, dizem os especialistas ligados ao setor. O mercado lácteo da UE é estruturalmente excedente, causando baixa dos preços. A Alemanha e a Holanda, por exemplo, têm elevados estoques de vários tipos de queijo e de manteiga. O sistema de intervenção no âmbito da União Européia inclui a compra de produtos para serem colocados em armazéns públicos ou privados, esperando que os preços voltem a subir. Os preços dos produtos lácteos estão em níveis bastante baixos nos 27 países da UE. O preço pago ao produtor já caiu mais de 20%, desde janeiro. Não há, neste momento, incentivo para elevarem as suas produções até os respectivos limites.
Fonte: Selectus 3135, 10/12/2008, Anilact/Reuters

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