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Produção de leite não cresce na Argentina

22, março, 2010

Segundo a Câmara do Oeste de Buenos Aires, o preço de referência do leite para o mês de fevereiro foi de 1,10 pesos/litro.

Segundo a Câmara do Oeste de Buenos Aires, o preço de referência do leite para o mês de fevereiro foi de 1,10 pesos/litro. O volume produzido em janeiro foi 11,42% menor, se comparado com o mesmo mês de 2009, e não se recuperou em fevereiro, colocando em risco a expectativa de que esse ano haveria um crescimento entre 3 e 5%. O stress sofrido pelos animais neste verão provocou uma queda individual de produção, que dificilmente irá melhorar antes da próxima parição. Pelo menos a relação de preços milho x leite (2,2kgs/litro) está excelente, o que é fundamental nessas circunstâncias. Conscientes do contexto internacional e nacional, com demanda e preços firmes, os produtores procuram aumentar a produção. Mas, também estão de olho nos sinais do mercado e da política, para não terem novas frustrações. Os anos 2001 e 2002 foram muito difíceis para a produção de leite na Argentina. Mas, em 2003, as perspectivas eram de um grande futuro, com possíveis exportações para o Brasil e Uruguai, países que cresciam 5% ao ano. Dos 9.500 milhões de litros anuais, a Argentina chegaria a 13 bilhões em 2010. A realidade mostra que a Argentina continua produzindo a mesma quantidade de leite de 7 anos atrás. Isso ocorreu pela carga tributária, distorção de mercados, sobretudo para os produtos de consumo interno, e as permanentes mudanças nas regras do jogo, causando insegurança jurídica e fiscal. A Argentina deixou de exportar, entre 2003 e 2009, 1,2 bilhões de dólares, que certamente teriam melhorado muito a situação de todos.
Fonte: Selectus 3434, 22/03/2009,La Voz – Tradução Livre: www.terraviva.com.br

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