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Controlar importações é o maior desafio para produtores de leite brasileiro

24, novembro, 2011

O grande desafio para 2012 é o maior controle das importações provenientes dos países do Mercosul, principalmente da Argentina e Uruguai.

O grande desafio para 2012 é o maior controle das importações provenientes dos países do Mercosul, principalmente da Argentina e Uruguai. Os produtos oriundos destes países chegam ao Brasil com preços mais competitivos que os locais, o que compromete toda a cadeia. O setor lácteo vem buscando acordos que estabelecem cotas de exportações com os países vizinhos, o que é considerado fundamental para a manutenção da cadeia láctea do país. Na última quarta-feira, o governo brasileiro conseguiu chegar a um acordo com o representante argentino. Segundo os dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a nova cota de importação será de 3,6 mil toneladas por mês de leite em pó desnatado e integral, volume inferior ao exigido inicialmente pelos argentinos, de 5 mil toneladas. O preço médio de venda do produto da Argentina para o Brasil não poderá ser inferior ao mínimo praticado pela Oceania, que é uma referência de preço no mercado internacional de lácteos. Esse valor é publicado quinzenalmente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O novo acordo de cotas e preços terá vigência de um ano e vence em outubro de 2012. O novo acordo vem atender à demanda da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV), segundo o presidente da entidade, Laércio Barbosa. O aumento sem controle das importações poderá impactar significativamente toda a cadeia produtiva no país. Além do estabelecimento de cotas para a Argentina, Barbosa acredita que a mesma medida deve ser aplicada ao Uruguai. "O governo precisa buscar medidas para controlar as importações de leite provenientes dos países do Mercosul. O produto vindo destes países tem grande competitividade frente à produção nacional, que é altamente tributada e enfrenta custos muito elevados. Para se ter ideia do impacto, enquanto um litro de leite produzido no Brasil custa em média US$ 0,60, o argentino e uruguaio estão cotados em torno de US$ 0,35. A indústria não tem como competir com este valores{, diz Resende.Mesmo com o aumento da oferta de leite importado no país, o mercado do produto longa vida está aquecido e deverá encerrar 2011 com crescimento entre 3% e 4%. A expectativa é que a expansão em Minas supere a média estimada para o país, por causa da nova política tributária criada para o setor, o que estimulou o aumento da produção local e reduziu a exportação da matéria-prima para ser processada em outros estados.
Fonte: Portalácteo, Diário do Comércio de Minas Gerais, 24 de novembro de 2011

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