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Futuro da produção de cream cheese Philadelphia é incerto no Brasil

16, dezembro, 2011

O mercado de cream cheese no Brasil não chega aos pés do americano. No país, o predomínio é do requeijão, que tem um sabor mais acentuado e custa, em média, 50% menos que o cream cheese.

Daniele Madureira | De São Paulo O mercado de cream cheese no Brasil não chega aos pés do americano. No país, o predomínio é do requeijão, que tem um sabor mais acentuado e custa, em média, 50% menos que o cream cheese. A venda nacional de queijos cremosos gira em torno de 200 mil toneladas ao ano e a maior parte desse total é requeijão. A marca Catupiry é uma das mais famosas e seu uso é principalmente culinário. A Kraft Brasil vem tentando alavancar a venda do seu cream cheese no país procurando associá-lo a receitas variadas - do tradicional cheesecake à batata gratinada. Entre os concorrentes do queijo Philadelphia no país estão a marca Danubio, da Vigor, e a Polenghi. Philadelphia lidera, mas o futuro da marca no Brasil é incerto. Em entrevista ao Valor em outubro, o presidente da Kraft Brasil, Marcos Grasso, disse que a joint venture com a BRF Brasil Foods para a produção do cream cheese precisa ser revista. Isso por conta da iminente divisão da multinacional Kraft em duas empresas globais, anunciada em agosto. Segundo a nova estrutura de negócios, será criada uma empresa só para a divisão de mercearia da América do Norte (bebidas, queijos e refeições prontas), que tem marcas importantes, mas de baixo crescimento. Nessa empresa, entra a marca Philadelphia. O faturamento anual dessa unidade será da ordem de US$ 16 bilhões, 50% do que deve faturar a outra divisão, que vai reunir chocolates, biscoitos, balas e chicletes. Desde o lançamento do Philadelphia no país, em 2003, a Kraft trabalha com parceiros na distribuição. Em 2008, a empresa anunciou a joint venture com a Sadia, que acabou se unindo à Perdigão na BRF no ano seguinte. À época, foram investidos R$ 30 milhões na empresa, que tem 51% das suas ações nas mãos da Kraft. Do lado da BRF, a joint venture também é uma incógnita. "A associação foi fechada na época da Sadia [2008], que não tinha produção em lácteos", disse, ao Valor nesta semana José Cabral, vice-presidente de mercado interno da BRF. "Mas hoje a BRF é dona também da Batavo e da Elegê, já atuamos no segmento". A BRF acaba de lançar, inclusive, queijo prato e mussarela com a sua marca, que começa a ser distribuído nacionalmente este mês. Questionada se lançaria o PhillyIndulgence, que mistura queijo e chocolate, no Brasil, a Kraft informou que essa decisão pertence à matriz e que, no momento, não há qualquer iniciativa nesse sentido.
Fonte: Selectus 3878, 16/12/2011, Valor Econômico

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