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Preço internacional do leite vêm crescendo desde 2003

11, janeiro, 2006

O preço internacional do leite e seus principais derivados vêm crescendo desde o fim de 2003. Segundo o índice de preços da FAO, levantado e difundido pelo organismo regularmente, o valor dos produtos lácteos...

O preço internacional do leite e seus principais derivados vêm crescendo desde o fim de 2003. Segundo o índice de preços da FAO, levantado e difundido pelo organismo regularmente, o valor dos produtos lácteos duplicou em três anos, passando de pouco mais de 80 pontos a 165, que foi o registro em setembro de 2005. Este valor é o mais alto dos últimos 15 anos. Durante outubro e novembro, o índice se manteve em torno de 163 pontos, cifra levemente inferior a setembro, mas igualmente elevada em termos históricos. As projeções para este ano apontam para o índice em 162 pontos, 12% acima do valor de dezembro de 2004, e com o qual a produção de leite no mundo encerraria um novo ciclo comercial em alta. As razões do incremento dos valores são atribuídas a uma baixa expansão da oferta, unida a uma reativação da demanda e à redução nos subsídios que aplicam a estes produtos a UE e os Estados Unidos, em função dos altos preços que registra o mercado. De acordo com o último prognóstico de oferta mundial difundido pela FAO para 2005, se conclui que a produção de leite será de 642,6 milhões de toneladas, 2,4% maior que o ano anterior, em seguida a um crescimento de 1,9% em 2004. A baixa taxa de expansão da oferta se atribui a uma paralisação da Europa e a uma diminuição da Nova Zelândia, que registrou uma queda de 4%. O restante das regiões terá incrementos leves ou moderados. A África crescerá 3,8%, A América do Norte, 3%, América do Sul, 3,9% e Ásia 4,6%, impulsionadas por uma expansão da China de 19,9%. Este país permanece como a quarta zona do mundo com maior produção, depois da UE, Índia e Estados Unidos. A China incrementou 51% sua produção em dois anos. A priori, é um paradoxo comprovar que, apesar do incremento dos valores internacionais do leite, a expansão da oferta siga relativamente menor e o mercado aparentemente não haja reagido a esse potente sinal dos preços. As razões podem ser encontradas nas características intrínsecas deste mercado. Em primeiro lugar, os subsídios, que são decrescentes na medida que os preços seguem em alta, fazem menos atrativo o incremento da produção, situação que explicaria a paralisação da oferta na Europa. Em segundo lugar, os problemas sanitários, relacionados ao mal da vaca loca e à aftosa, diminuíram a população de bovinos em amplas zonas do mundo, o que não é recuperável de forma imediata. Por último, a depreciação do dólar frente a outras moedas, significa que as altas de preços não foram expressos em termos das moedas locais de países como Nova Zelândia ou da Europa. Em três anos, o dólar neozelandês valorizou 40% e o euro, 17%. A pergunta que os especialistas se fazem é quando começarão a declinar, em dólares, os preços do leite, e quanto tempo vai durar esse ciclo.
Fonte: Selectus 2408, 23/12/05 TodoAgro/AR

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