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Leite de Cabra do RS em estudo

16, fevereiro, 2012

Estudo realizado pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa) está apurando as preferências do gaúcho quando o assunto é leite de cabra.

Estudo realizado pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa) está apurando as preferências do gaúcho quando o assunto é leite de cabra. Desenvolvido pela aluna de Zootecnia Débora Strider, a pesquisa começou pelo consumo e, neste ano, deve mapear a produção na Metade Sul do RS. Em 2009, a pesquisadora desenvolveu estudo semelhante na Prefeitura de Parnamirim, em Pernambuco. Aqui, a pesquisadora ainda corre atrás de financiamento. "Queremos contribuir para a região, apontando fatores e motivos de a população conhecer e consumir ou não o leite de cabra." Entre as vantagens divulgadas está a quantidade de cálcio, superior ao de vaca, e a boa digestibilidade. A pesquisa começou por São Leopoldo, onde se identificou que o baixo consumo está atrelado à falta de informação e ao alto custo. Um litro de leite de cabra pode superar em até 100% o preço do de vaca. A pesquisa também foi realizada em Dom Pedrito, Santana do Livramento e Bagé. Com 3,3 mil cabeças de cabras de leite, o Rio Grande do Sul vê boa parte da sua produção seguir para o Nordeste e Sudeste. Duas indústrias processam o leite do Estado: uma em solo gaúcho e outra no Rio de Janeiro. Em 2011, juntas elas processaram 1,1 milhão de litros do RS. O preço do litro aos criadores é de R$ 1,20 na safra e de R$ 1,28 na entressafra. A Cappry''s, que processa o leite de cabra no Estado, recebeu 600 mil litros de leite de 20 produtores. O diretor da empresa, Alessandro Gestaro, diz que o produto ainda enfrenta o desconhecimento, o estranhamento quanto ao sabor e a falta de escala. O produto é voltado para um nicho, especialmente para os intolerantes a proteínas existentes no leite de vaca, caseína alfa-s1 e lactoalbumina. "Segundo pesquisas, o grua de intolerância corresponde a 20% da população. Em Pernambuco, que possui o segundo maior rebanho caprino do país, com 1,6 milhão de cabeças, Débora Strider identificou que há muito mercado a desbravar, tendo em vista que 72,5% dos entrevistados não consumiam leite de cabra por não apreciar o produto. A sugestão foi uma campanha de marketing para explorar melhor o nicho. A coordenadora avalia que o custo, assim como o hábito de consumo, estão muito ligados ao perfil medicinal do produto.
Fonte: Selectus, Terra Viva

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