Reflorestando a mata ciliar para recuperar o ribeirão

07, março, 2022
Reflorestando a mata ciliar para recuperar o ribeirão

Confira essa iniciativa do Laticínios Porto Alegre em Ana Florência, Ponte Nova, Minas Gerais.

Cada um tem que fazer sua parte para preservar o meio ambiente. E na indústria de queijos, esse é um desafio que encaramos porque sabemos que é o certo. Confira essa iniciativa do Laticínios Porto Alegre em Ana Florência, Ponte Nova, Minas Gerais.

Em 2011, a Porto Alegre inaugurou uma nova unidade industrial na localidade de Ana Florência, em Ponte Nova/MG. Para construção da unidade matriz e maior planta industrial do grupo, foi escolhido um terreno de 173.009² à margem direita do Ribeirão Oratórios, o qual serve também como fonte de abastecimento de água para a indústria. A área era utilizada anteriormente para o cultivo de culturas sazonais como milho e cana de açúcar, possuindo uma topografia com baixa declividade e uma vegetação predominante de capim elefante. Desde a construção, a Laticínios Porto Alegre vem trabalhando na reconstituição da mata nativa na faixa de preservação permanente, mais precisamente a mata ciliar no entorno do empreendimento. O projeto fica sob os cuidados do jardineiro Fernando Arlindo Dionísio, e utiliza o modelo baseado na sucessão florestal, pois, favorece o rápido recobrimento do solo e garante a auto renovação da floresta. Neste 10 anos já foram replantadas diversas espécies e também houve o aparecimento de flora e faunas locais.

O paisagista e jardineiro, Fernando Arlindo Dionísio, 47 anos, responsável por cuidar dos jardins e área verde da indústria, é também o responsável pela implantação e conservação do reflorestamento para a proteção do córrego dos Oratórios. Veja o que o ele tem a dizer sobre o projeto

De forma geral, conte sobre seu trabalho na unidade?

Havia um projeto de paisagismo pronto, porém sem alguém para executá-lo. Me fizeram o convite e há mais de 10 anos estou trabalhando nesta unidade.

Em referência ao projeto de reflorestamento da mata ripária, conte como você desenvolveu esse projeto?

Inicialmente fizemos um plantio de 1.000 mil mudas e estas infelizmente não foram bem-sucedidas. Então preparamos a área e fizemos novos plantios.

Quantas mudas você plantou?

Umas 3.000 mil mudas. Algumas compradas pela empresa e outras preparadas por mim.

Quando isso ocorreu? E quanto tempo durou

Não sei exatamente. Mas foi iniciado em 2013 até 2016. Continuo reflorestando até os dias atuais.

Depois do primeiro plantio. Houveram outros?

Sim! Mais umas duas ou três etapas!

Quais tipos de árvores foram plantadas?

Plantamos angico, jacaré, aroeira, canudo-de-pito, ingá, ipê, sananduba, embaúba, vinhático, guapuruvu e quaresmeira.

Qual a área de reflorestamento?

Foram reflorestados cerca de 33.000 m².

Além de você, quantas pessoas participaram deste processo?

 

Três funcionários e a colaboração valorosa de alunos e moradores da comunidade vizinha.

Houve algum incidente que prejudicou o projeto?

No início houve invasão de animais de grande porte (bovinos e equinos), quebrando e comendo várias mudas, sem falar em uma grande enchente ocorrida no local.

Qual sua realização pessoal nesta atividade?

Me sinto realizado em poder contribuir.

Passados anos do plantio da primeira muda, como está hoje, a área de reflorestamento?

Maravilhosamente bonita!

Você notou a presença de outros animais no ambiente?

Hoje vemos presentes aves como tucano, jacu, maritaca e um bando de passarinhos e também animais como lagarto, tatu, capivaras, cobras e coelho do mato.

Como essa ação foi observada pelos moradores do entorno da unidade?

Já me disseram a palavra IMPACTANTE. Onde havia capim hoje existe uma floresta!

Como é sua interação com os moradores do entorno?

Tenho um convívio muito bom. Inclusive tenho vários moradores no entorno da unidade da Porto Alegre.

Quais ações precisam ser executadas periodicamente para manutenção da flora?

Simplesmente fiscalizando para que a mão do homem não crie danos queimando ou cortando!